Oi, Neyrusca, obrigado pelas suas perguntas (difíceis). Vou tentar responder dentro do que conheço do assunto (PR 2.0 é algo novo para todos nós).
1. Gestão de crises online, qual o conceito?
R: Honestamente, eu acho que a aplicação não é das mais recomendadas. Gestão de crises é algo que, por ser sempre uma situação única, requer um tratamento personalizado, face a face. Se a empresa tiver um blog corporativo, ou um Twitter poderá fazer um post indicativo da direção sendo tomada. Isso deve ser discutido com a assessoria, pois dependendo da crise a coisa talvez deva ser discutida diretamente via grande imprensa, sem "cutucar" o público diretamente.
2. Quem gerencia a crise?
R: Gerenciamento de crise é indelegável, sendo sempre feito pela empresa. O papel da assessoria é aconselhar sobre a melhor estratégia e colocar a empresa em contato com os veículos de mídia mais adequados.
3. Papel do assesor na gestão de crises online?
R: Como comentei acima, o assesor deve se limitar a avaliar se é o caso de informar ao grande público a direção que será seguida (via blog, Twitter, extranet,...).
4. O que leva uma organização a gerenciar crise pela Web 2.0?
R: Geralmente, as crises deve ser tratadas de maneira cirurgica, com o máximo de discrição possível, embora isso não seja uma regra. Uma excessão, por exemplo, pode ser o caso de um problema técnico sério num automóvel, que poderá demandar uma gestão de crise aberta, recomendando twitar sobre os números de série afetados, além de publicar (informe publicitário) na mídia tradicional.
5. Ferramentas web 2.0 que podem ser utilizadas em gestão de crises?
R: Twitter é uma delas. Orkut, ou Facebook, ou NIng, quando se localizar comunidades online afetadas pela crise. Isso permitirá um endereçamento da resposta mais direto do que publicar em mídias tradicionais (que não devem ser excluidas nunca).
6. De que maneira pode ocorrer a mensuração de eficácia dos canais web 2.0 na gestão de crise?
R: Essa é mais fácil. Ao contrário da mídia tradicional, onde o leitor não responde (diretamente), na web 2.0 o público leitor é sempre incentivado a se pronunciar sobre tudo que é postado. Rapidamente, se a empresa conseguir identificar onde estão as comunidades web envolvidas, se terá uma noção exata da resposta (se o público se sensibilizou, se aceitou a resposta oferecida, se a resposta enfim foi positiva ou negativa).
7. A web 2.0 potencializa públicos interessados na organização?
R: O público corporativo está apenas começando a descobrir a web 2.0. O conceito ainda é relativamente pouco conhecido. A web 2.0 se iniciou no C2C (comunicação indivíduo a indivíduo, como no Orkut, no Flickr, ou no Youtube). Muito recentemente a web 2.0 começou a ganhar força no B2C (negócio a consumidores), pois quem vende carros, cameras, eletrdomésticos, alimentos, etc, não pode mais ignorar que esses condumidores estão o tempo todo julgando nossas empresas pela Internet. O B2B esta apenas começando a testar a web 2.0, sem uma noção exata de onde pode chegar.